Crise dos refugiados e como o turismo pode ajudar

Turismo enquanto setor econômico é reconhecido como importante gerador de oportunidades de trabalho, contudo o que me traz a escrever este texto é o ponto que muitas vezes é ignorado por todos nós – turistas e profissionais da área -:  a possível contribuição para redução das desigualdades sociais.  


Índice: 

  1. Crise dos refugiados e como o Turismo pode ajudar.
  2. Turismo de Empatia e seus benefícios
  3. Programas de voluntariados.
  4. Outras formas de ajudar

Crise dos refugiados e como o turismo pode ajudar.

“De acordo com a Convenção de 1951 relativa ao Estatuto dos Refugiados (de 1951), são refugiados as pessoas que se encontram fora do seu país por causa de fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, opinião política ou participação em grupos sociais, e que não possa (ou não queira) voltar para casa.”  – Fonte ACNUR Agência da ONU para refugiados.

Antes de dissertar a respeito é importante saber o significado da palavra, e agora que já sabemos, entendemos que: 1. Refugiado não é turista.  2. Refugiados não são terroristas ou oportunistas.  

A Crise dos Refugiados tem afetado o turismo na Europa nos últimos anos, e o medo tem sido seu maior aliado.  Políticos vem propagando mensagens de xenofobia com a mesma intensidade que as pessoas tendem a fugir de seus países de origem como Iraque, Afeganistão e Síria.  Até o acordo de Schengen foi suspenso num período do ano passado, ou seja, o controle de passaporte era necessária na circulação dos países.

Ok… O Turismo foi prejudicado, mas agora?  Como o turismo pode ajudar?  Já escutou falar em Turismo de empatia?

Turismo de empatia e seus benefícios

Não estou dizendo que é para você fazer o mesmo que a jornalista Talita Ribeiro, a autora do livro “Refugiados no Oriente Médio”, mas a ideia pode ser usada de várias formas.  Antes de esclarecer e reforçar a ideia do Turismo de Empatia, contarei um pouco sobre o livro:

Talita passou seu mês de férias visitando campos de refugiados em países como Jordânia e Iraque com a atenção nas pessoas e não apenas nos lugares.  Turismo de Empatia é uma forma de viajar um tanto aventureira, mas é uma ideia que acredito, protejo e incentivo.  

Como praticar a Empatia em viagens (mesmo em cidades brasileiras e pequenas)?  No Turismo existe uma modalidade chamada Turismo Comunitário que tem como definição ser um turismo de desenvolvimento sustentável; ser criado pelos próprios moradores de um local incentivando a economia, ajudando a comunidade se fortalecer e também valorizando a arte local.   Falando assim parece ingênuo da minha parte classificar esta modalidade turística como um ato de empatia já que é comércio, mas pensa comigo:  Quando no seio da sociedade local, você estará em contato com a verdadeira identidade do lugar.  Digo… Vamos supor que você venha viajar para o Rio de Janeiro e fique hospedado em Copacabana.  Nos primeiros dias você vai tomar caipirinha sentado na areia da praia escutando samba, mas e aí?  Você acredita mesmo nesse estereótipo?   Por que não separar um dia para conhecer a outra zona da cidade?  Por que não pegar um transporte público e comprar seu suvenir em Madureira?  Pergunte a alguém como se sente e ouça com atenção.   Involuntariamente você vai voltar para sua casa valorizando o que tem. 

Ao falarmos de turismo de empatia mundial, não podemos deixar de destacar a importância do Turismo Voluntário.

Seja um voluntário

Existem programas de voluntários como opção para quem quer fazer intercâmbio, e eu devo confessar que ainda farei um do tipo.  Sei que muitos de vocês compartilham do meu desejo! E sei também que se encontram na mesma situação que eu: Sem tempo ou sem dinheiro.  No meu caso, sem os dois. kkk

Se você não está na mesma situação que esta autora que vos escreve, então meu amigo, está esperando o que?  Além de aprimorar sua segunda língua, você estará fora da zona de conforto.  Existem programas como Voluntariado da ONU, AIESEC, Workaway  e etc.   

Agora se você me entende melhor que qualquer outra pessoa. Não se preocupa!  Nossa hora vai chegar. kkk

Já que entramos no assunto de intercâmbio e o tema principal deste post é a Crise dos Refugiados, eu não poderia deixar de apresentar o programa Abraço Cultural.

“Foi uma iniciativa da plataforma social Atados, que após realizar a 1ª Copa do Mundo dos Refugiados resolveu ter um projeto mais duradouro e que pudesse contribuir para a inserção desses refugiados em nossa sociedade.

A ideia então foi  a criação de um projeto com o objetivo de promover a troca de experiências, a geração de renda, a valorização pessoal e cultural desses refugiados residentes no Brasil e, ao mesmo tempo, possibilitar o aprendizado de idiomas, a quebra de barreiras culturais e a vivência de aspectos culturais e festivos de outros países.”

Outras formas de ajudar

Claro que além do turismo comunitário, de empatia e  fazer um curso de idiomas com refugiados são formas de ajudar, mas há outras formas também.  Existem diversas organizações internacionais que recebem doações como a UNICEF e a ACNUR.

 


4 Comments

  • Sandra Barroso

    26 de dezembro de 2016

    Visão ampla, objetiva e consequentemente maravilhosa. Sabemos que o turismo depende em grande parte da midea (bairros e pontos turísticos da moda) . Mas o interessante e ir além e procurar conhecer a cidade visitada no seu todo e aí sim conhecer realmente essa cidade e seu povo, inclusive seus problemas, sua outra face (a não tão bonita)

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  • Fannie

    4 de fevereiro de 2017

    This was so helpful and easy!

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    • Ataide's por aí

      12 de fevereiro de 2017

      Thank you, Frannie. I’m glad you liked it.

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